Comissão Europeia analisa compra da Fitbit pela Google

A Comissão Europeia abriu uma investigação para avaliar as consequências da possível aquisição pela Google do fabricante de pulseiras inteligentes Fitbit ao abrigo do Regulamento de Fusões da UE.

“A Comissão receia que a transação proposta reforce ainda mais a posição da Google nos mercados de publicidade online, aumentando a grande quantidade de dados que a Google poderia usar para personalizar anúncios”, refere o comunicado da Comissão Europeia.

Afirma-se que “ao comprar a Fitbit, a Google adquiriria a base de dados da Fitbit sobre a saúde e a aptidão dos seus utilizadores; e a tecnologia para desenvolver uma Base de Dados semelhante à da Fitbit.”

De acordo com a Comissão Europeia, os dados recolhidos através de dispositivos portáteis utilizados no pulso, nesta fase de investigação, parecem ser uma vantagem importante nos mercados de publicidade online.

“Ao aumentar a vantagem da Google em personalizar os anúncios que oferece através do seu motor de busca e exibição em outros sites, seria mais difícil para os rivais apresentarem serviços de publicidade online iguais aos da Google”, refere a nota.

Assim, a transação poderia criar “barreiras para os concorrentes da Google para estes serviços, o que prejudicaria os anunciantes e editores que enfrentariam preços mais elevados e teriam menos opções”.

Em outubro passado, a empresa-mãe da Google, a Alphabet, anunciou a sua intenção de adquirir a Fitbit, uma empresa que fabrica rastreadores de fitness e smartwatches. Em novembro, a Google assinou um acordo para adquirir a empresa por 2,1 mil milhões de dólares.

vinh
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Economia
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