Empresas pedem ao Governo brasileiro que tome medidas contra a desflorestação na Amazónia

Um total de 38 presidentes de algumas das maiores empresas brasileiras e multinacionais que operam no país sul-americano enviaram uma carta ao vice-presidente Antonio Hamilton Mourcao a apelar a uma ação eficaz contra a desflorestação na Amazónia, pelo seu impacto nos seus negócios.

“Este grupo acompanha com grande atenção e preocupação o impacto nos negócios da atual perceção negativa da imagem do Brasil no exterior em relação às questões socioeconómicas na Amazónia; esta perceção negativa tem um enorme potencial de prejuízo para o Brasil, não só do ponto de vista da reputação, mas efetivamente para o desenvolvimento de negócios e projetos fundamentais para o país”, diz um fragmento da carta.

A missiva é dirigida ao vice-presidente Mouráo porque preside ao Conselho da Amazónia, um órgão estatal que, em princípio, coordena ações para travar a desflorestação na selva.

O documento é assinado pelos gestores de empresas de vários sectores, incluindo a agricultura e a pecuária, como a Ammagi, a soja; Marfrig, proteína animal, e Cosan, açúcar.

Também na lista estão as empresas Klabin e Suzano, celulose; Bancos Bradesco, Itaú e Santander; Vale e Alcoa, a petrolífera Shell e empresas tecnológicas como a Microsoft e a Siemens.

As empresas pedem uma “luta inflexível e ampla” à desflorestação ilegal na Amazónia e no resto dos biomas brasileiros, bem como à inclusão social e económica das comunidades locais para garantir a preservação das florestas.

Exigem igualmente que se financiem projetos para uma economia circular de baixo carbono e que os planos de recuperação que se seguem à pandemia do coronavírus estejam condicionados a essa filosofia.

vinh
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Ambiente
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